Postagem Observatório
Sileno Cezar Guimarães
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 Vergonha na cara, brasileiros!

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Jamais entregaremos nossa nação!

Sim, o Brasil está mudando num vertiginoso processo de amadurecimento intelectual. Sinto uma mudança ontológica. Daí, poder-se dizer, inegável de que o país não está mudando porque mudamos os políticos, ao contrário, a eleição do Presidente Bolsonaro é a resultante desse despertar de realidade de um povo, que ganha força e se lança com os próprios passos pelos caminhos da liberdade, parafraseando Sartre que dizia, "O Homem está condenado a ser livre".

Talvez, a plenitude de uma nação seja essa mesmo, que seu povo se torne livre das amarras ideológicas, colocando-se para além das dependências servis dos politiqueiros burocratas que infestam as instituições por todo o mundo.

Embora eu sempre afirmasse que o fundamento principiológico do estado é apenas de que seja ficção jurídica, instrumentalizado pelo direito, nunca tinha imaginado, até então, que veria as provas empíricas de minha tese.

Ainda graduando no curso da única escola superior exclusiva e especializada, tanto neste, quanto naquele, o direito ambiental, não consegui encontrar em uma única aula ou pesquisa que fosse, qualquer traço mínimo de verdade humanista que pudesse me convencer da veracidade das teses que ali se ensinava, fundamentadas bem mais na propaganda histérica de pseudo-cientificismo do vice presidente dos EUA entre 1993 e 2001, que rendera depois, um documentário hollywoodiano chamado "The Inconvenient Truth", homônimo do livro de sua autoria. Pendiam todas, sempre cheias de boas intenções e perguntas erradas, para um direito pátrio subserviente de vassalagem para com as grandes potências mundiais.

De tudo que se abordasse ali, por mais frágeis - e não raras vezes inexistentes – indícios, sempre, o agronegócio nacional que sustentava nossa economia, era o vilão, acusado, julgado e condenado pelo simples "dever ser" kafkaniano do que não se sabia bem o que era.

Nosso gado era boicotado, barrado, vigiado em busca de alguma incidência da doença da vaca louca, ainda que todos soubéssemos que a doença era provocada pela ingestão de proteína animal - MBM de "Meat and Bone Meal" – só dada na europa, por ausência de pastagem, quarentenas absurdas contra febre aftosa - erradicada a décadas do território nacional - ou, e o mais ridículo!   A flatulência dos rebanhos nacionais, destruiria a camada de ozônio, nos matando de insolação; ou a soja transgênica plantada nos causaria mutações dignas de um episódio de X-Mem, porque um governador que come semente de mamona disse! Em que pese nunca ter havido um único caso que fosse; que a única modalidade agrícola aceitável era a orgânica, de baixa produção, cara e cheia de pragas e bichos, porque um famosinho ator global - cujas credenciais ecológicas se resumiam à interpretar o filho bastardo de um coronel do cacau- assim sentenciava.

Sim, eu estava lá, vivi o entremeio entre gerações de juristas clássicos que assistiam atônitos, a vindoura de egos inflados e oportunismos legiferantes a desmatar amazônias inteiras convertendo-as em papel para impressão das teses mais absurdas, fúteis e inúteis do direito.

Nenhum argumento pelo bom senso e respeito à verdade, de que somos o país que menos desmata no mundo, o país que menos usa defensivos agrícolas nas lavouras, o que mais produz e gera riquezas. Nenhum dado empírico sequer fora o suficiente para deter a cobiça, a inveja da riqueza, o ódio à prosperidade e o desrespeito à propriedade.

Defenderam sem hesitar, todas as agendas ambientais dos órgãos internacionais, condecoraram líderes do MST por ações criminosas, por destruírem anos, décadas de pesquisas sérias e necessárias para o agronegócio, invadir fazendas produtivas como se o direito à propriedade fosse um mero detalhe, destruindo hectares e mais hectares de plantações, equipamentos e edificações rurais, infiltrar agentes de nações estrangeiras para treinarem táticas de guerrilha em território nacional.  

Nenhuma geração antes, fosse qual fosse o lado ou o espectro político a defender, atentou contra a pátria e a soberania nacional como esta que vemos agora.

Bento Gonçalves que lutava pela república farroupilha, contra o império, respondeu ao presidente do Uruguai, que então oferecia ajuda:

- "Assinarei nossa rendição com o sangue do primeiro castelhano que cruzar a fronteira"

JK rompeu com o FMI, quando tentaram interferir com os assuntos internos da nação.

Quando questionado sobre a Amazônia em uma palestra nos EUA em 2000, Cristovan Buarque, fundador do PT respondeu sem titubear:

- "Se a Amazônia, sob uma ótica humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro. O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado(...) eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhattan deveria pertencer a toda a Humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua história do mundo, deveriam pertencer ao mundo inteiro. Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA."

Não, caríssimo leitor há princípios tais que jamais devem ser negados, dentre eles, o da soberania de uma nação, do qual faz parte, seu território sagrado e indivisível.

Quando o insidioso Marat insultava Thomas Jefferson num café em Paris, dizendo em tom de deboche que não entendia como os EUA permaneceriam livres sem um exército regular, o velho embaixador da jovem nação respondeu:

- "Com o mais elementar e universal dos princípios, o da vergonha na cara!"

Nunca antes, em toda história do nosso país, tivemos uma geração tão ruminante e desprovida de vergonha na cara, quanto esta que se curva às vontades do insignificante Macron.

Nunca antes, outras gerações foram tão pusilânimes em entregar-se de bom grado às vontades de uma potência estrangeira.

Nada me enoja tanto quanto questionar-se sobre o que não se admite questionamentos, nosso território, nossa soberania nacional.

Prefiro ver queimar até a última árvore a entregar um palmo de nossa terra, que seja, a outra nação.