Postagem Observatório
Sileno Cezar Guimarães
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Vão-se os Ministros, permanece a Nação

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Milhares de pessoas tomaram as ruas nesse dia 17 de novembro de dois mil e dezenove, pintando o país de verde e amarelo, numa voz uníssona clamando por mudanças!

Que espetáculo, meus amigos, que espetáculo extraordinário de uma nação que não se curva mais à tirania de um estado que se descolou da realidade e há muito, vem sufocando a liberdade de seu povo!

Nenhuma ameaça, inquérito ou ato de censura pode calar tanta gente, por tanto tempo, por mais que se diga que somos um povo leniente.

Preferiram, antes, acreditar que as massas de gente pura, trabalhadora e de bem, não reagiria com tanta intensidade ao despotismo togado, de quem se coloca acima da vontade do povo, confundindo a suprema autoridade de direito, com o mero direito estatal e subjetivo de ser obedecido.

Talvez, animados pelo farisaísmo de boa parte das lideranças eleitas da nova direita, os cortesãos da velha república tenham sonhado que o povo, órfão daqueles, não tivesse forças para se unir novamente para prosseguir com o clamor por mudanças.

Entre favores cobrados e dívidas pagas, os poderes carcomidos do "ancien regìme" se digladiam para sobreviver aos tempos de mudança, ofertando cadáveres políticos, incapazes de aplacar a fúria da nação.

Sacrificar-se-á mais de um, todos, até que não reste mais nenhum, sem que tenham entendido a mais óbvia das lições!

O povo rompeu com o sistema, não agora, não nesse momento, mas em 2013, quando o asco nacional não suportou mais o cheiro podre da corrupção, o que estamos assistindo é só a rachadura sistêmica se ampliando à ponto irrecuperável, para o surgimento de uma nova era.

Hoje, com menos de um ano de governo, achincalhado e sabotado por todos os lados, o país falido, deu um salto de indicadores econômicos e de segurança pública, simplesmente por não sermos mais roubados.

Os números do governo Bolsonaro, sobrevivendo à resistência canalha da esquerda brasileira, como pode, são os melhores de toda a história da república e os brasileiros encontraram no exercício da cidadania o orgulho pela pátria.

Sim, patriotismo deixou de ser cafona, piegas e o verde e amarelo voltaram a ter significado para a bandeira nacional.

Lula solto representa apenas a indigência moral de um sistema apodrecido, da euforia das esquerdas que atônitas, perdem os espaços outrora dominados, sem jamais personificar a vontade popular, cujo voluntarismo revolucionário impediu de ver-se representado.

Que dia magnífico, senhoras e senhores!