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Tiroteio em El Paso reacende a discussão sobre direito civil ao armamento e saúde mental

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Tiroteio na Cidade de El Paso, Texas, Estados Unidos reacende o debate sobre a política de controle de armas americano. Massacre vitimizou vinte e duas pessoas e deixou dezenas de feridos, apenas no ano de 2019 já houveram mais de 250 tiroteios. Presidente Trump indica que poderá endurecer fiscalização de antecedentes criminais de quem quiser adquirir armamento. "republicanos e democratas devem se unir e conseguir [uma lei de] forte checagem de antecedentes, talvez em conjunto com a legislação desesperadamente necessária de reforma da imigração" Disse o Presidente em seu Twitter.

O massacre ocorreu dentro do Hipermercado Walmart, ou seja, dentro de uma área onde é proibido o porte de armas do cidadão comum, a famosa "guns free Zone". Também é comum que estudantes com surtos e problemas psicológicos ataquem escolas e Universidades nos Estados Unidos, casos como de Columbine, no ano de 1999, no Estado do Colorado.  Questões como o Bullying também são levantadas como no caso Brasileiro Em Realengo, onde colegas de turma afirmavam que o atirador sofria tal prática: "a galera pegava muito no pé dele, mas não a ponto de ele fazer o que fez".

Em função do massacre diversos candidatos democratas nas prévias pediram um maior controle na política de armamento. Embora os dados apontem o contrário. Em fevereiro de 2018, o Presidente Trump disse que queria professores armados para proteger escolas de possíveis massacres: "Se o técnico tivesse uma arma com ele, ele não teria que ter corrido. Ele teria atirado e esse seria o fim do ataque" disse Trump sobre os ataques a escolas.

Outro debate acalorado é sobre o acesso às armas. Nesse quesito Trump vem desde 2018 pedindo um maior controle para quem faz compras. Vale lembrar que nos Estados Unidos existe uma cultura muito forte da população ser armada. "Existe uma cultura americana na questão do armamento", disse Bene Barbosa. Outra questão apontada pelo especialista em seu Twitter é sobre problemas de ordem familiar e manicomial: "A questão é que para se discutir seriamente assunto há que se discutir a política antimanicomial, a desestruturação familiar, a radicalização do discurso da esquerda americana, a papel da imprensa... e isso ninguém quer".

Os Estados Unidos possuem mais de 393 milhões de armas nas mãos dos seus cidadãos, tendo uma taxa de homicídios de 4,88 por cem mil habitantes.  Vermont é o Estado mais armado do EUA e também o mais seguro possuindo uma taxa de homicídio de apenas 1,6 por cem mil habitantes. O fato é que o crescente número de massacres joga luz sob o quanto a sociedade está vulnerável na sua saúde mental, bem como sobre o orgulho americano e de seus fundadores de ser um Estado livre e democrático, sem contar o direito a armas garantido na segunda emenda da Constituição, confira: 

"Sendo necessária à segurança de um Estado livre a existência de uma milícia bem organizada, o direito do povo de possuir e usar armas não poderá ser infringido."

"A profundidade e importância desta emenda que não só dá um direito ao povo como também lhe responsabiliza pela eterna vigilância às suas liberdades e à própria democracia é de difícil compreensão para alguns "especialistas"." diz Bene Barbosa.

Por equipe de redação do Diário do Observador

Redigido por Lucas Donato