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Qual é a minha vocação?

Atualizado: Mar 12

Por Hugo Leonardo Matos Albuquerque, professor e consultor de aprendizagem

Cofundador do Honestidade Intelectual

Olá a todos os nossos amigos! Neste artigo falaremos sobre um tema cada vez mais importante, que é pesquisado na internet e discutido entre os profissionais, sobretudo os de psicologia e Gestão de Pessoas: a vocação humana.

A vocação nada mais seria que o conjunto de habilidades e competências que situam um indivíduo em uma área específica de trabalho e, nesta área, a pessoa possui uma tendência natural a se destacar com mais facilidade e com menos esforço. Uma pessoa que tem um ótimo olho para cores, é detalhista e desenha bem possui fortes indícios de vocação para a pintura de quadros. Uma criança com forte magnetismo pessoal, fala doce e a capacidade de convencer pessoas a confiarem nela pode ter uma veia poderosa para um psicólogo ou um coach. Dessa forma, vocação é uma "zona" de brilho em potencial. Pois bem, considerando que cada pessoa é dotada de habilidades, personalidade e temperamento, é fácil supor que cada pessoa teria uma vocação.

Com isso, vamos à pergunta de ouro: como então, descobrir sua vocação?

Bom, antes de mais nada, precisamos deixar claro que o vocação não é um caminho que "obriga" alguém a segui-lo. Na verdade, a beleza está em encontrar a vocação que, no fundo, nada mais é que a representação do que uma pessoa sempre foi. Assim, se um alguém adora conversar, dificilmente sua vocação envolverá um trabalho muito silencioso. A vocação é como que uma orientação natural e reflexo da natureza de uma pessoa.

Tiradas as dúvidas, voltemos ao "X" da questão. O primeiro indício natural da vocação e alguém seria o seu comportamento na infância. Quando somos pequenos, ainda não temos freios culturais, morais e sociais, de modo que somos espontâneos e manifestamos nossa personalidade com muita leveza. Embora sejam necessários alguns ajustes para os excessos, podar muito uma criança muitas vezes é a pior forma de estragar seus pontos fortes. Assim, recordar-se de tendências da infância pode trazer respostas interessantes sobre no que se realmente é bom.

Outro fator fundamental seria o prazer ou a paixão por fazer algo. Uma vocação nunca é algo forçado ou feito a contragosto, afinal fazer algo sem gostar é a receita para a infelicidade. Quando se é naturalmente atraído por algo, isso é um forte indício vocacional.

Um terceiro pilar usado para esta avaliação seria a competência. Muitas vezes gostamos de algo por um mero capricho ou pela moda. Todavia, quando não apenas gostamos de algo, mas somos bons naquilo, essa combinação incrível é altamente desejada para a execução de uma atividade com excelência.

Por fim, embora esses elementos sejam um poderoso conjunto a favor de uma pessoa, não são suficientes. O empenho ou o aperfeiçoamento é a cereja do bolo para fazer alguém "deslanchar" em sua vocação. Basta pensar um pouco: se alguém identifica algo que sempre gostou de fazer, ainda gosta nos tempos atuais e é boa naquilo, caso treine bastante será um ícone lendário na atividade.

Vamos a um exemplo prático: o recordista olímpico, Michael Phelps. Com um biotipo e proporções corporais altamente parecidas com as de um peixe, braços longos, alta capacidade pulmonar, gosto pela natação, facilidade natural no esporte e MUITO treino, tornou-se uma verdadeira lenda nas olimpíadas e entrou para a história.

Temos outro ponto muito importante a levantar aqui: se o caminho para encontrar a vocação não é tão complexo assim, porque a grande minoria da população tem acesso a esse conhecimento?

Bom, esta é uma excelente pergunta. Primeiramente o Brasil não é um país que valoriza ou estimula o desenvolvimento pessoal e o autoconhecimento como outros países cuja liberdade comercial é muito maior, como os EUA ou o Canadá. Em segundo lugar, ainda em pleno século XXI há fortes preconceitos à terapia, psicologia e assuntos que envolvem a mente humana. Quem busca melhorar como esses profissionais muitas vezes é taxado de problemático. Em terceiro lugar, há ainda poucas empresas no Brasil que oferecem serviços e produtos sérios de avaliação interpessoal. Em quarto lugar, ainda há uma forte cultura que acredita que a rentabilidade só é alcançada pelo exercício de um rol muito específico de atividades profissionais, como a medicina, o direito, a contabilidade, a engenharia e o concurso público. Nada tenho contra quaisquer uma dessas atividades, inclusive as respeito muito e precisamos de cada uma delas. Mas e se o profissional de uma dessas áreas não tiver perfil para desempenhá-la? Isso pode provocar riscos, infelicidades e até salários menores para uma mesma pessoa.

O que quero dizer com tudo isso é que há urgência cada vez maior em autoavaliar-se de modo a descobrir as habilidades e anseios latentes. Ao longo do tempo, diversos psiquiatras, psicólogos, médicos, biólogos, gestores e outros profissionais de alto gabarito se uniram para pesquisar e desenvolver teorias e modelos que nos ajudem a conhecer um pouco mais de nossas vocações.

Um dos modelos mais conhecidos no mundo é o MBTI, ou Myers & Briggs, que avalia a personalidade de um indivíduo com base em quatro aspectos mentais. Temos, no total, 16 perfis diferentes. Obviamente não existem apenas 16 tipos de pessoas no mundo, mas estes padrões podem ajudar muito, se não a descobrir o que se quer, com certeza perceber o que não se quer, não apenas na vida profissional, mas também socialmente e em diversos outros campos da vida.

Há um site altamente profissional que apresenta, gratuitamente, um teste de alta precisão para avaliar a personalidade. Aos interessados em conhecer este campo da psicologia e fazer este teste, abaixo será fornecido o link:

https://www.16personalities.com/br

Embora o site esteja em inglês, colaboradores já conseguiram realizar a tradução completa do teste e dos resultados para o português. Espero que o teste ajude bastante. Para aqueles que fizerem o teste e forem curiosos em saber meu resultado, sou um PROTAGONISTA.

Uma observação importante aqui: não existe personalidade MELHOR que a outra. O que existe é alguém possuir um perfil mas talvez estar em um emprego ou situação que não reflita uma real satisfação da pessoa.

Não quero, com esse artigo, fazer nenhuma apologia à demissão em massa, pelo amor de Deus! Meu objetivo é uma reflexão sincera, uma oportunidade de cada um, conhecendo-se, melhorar em sua vida aspectos que podem ser melhores e mais condizentes com a natureza de cada pessoa de maneira lúdica(com leveza) e holística (nos vários aspectos da vida).

Espero que meu objetivo seja alcançado e que muitas pessoas possam se beneficiar deste conteúdo.

Um forte abraço a todos e até a próxima!

#vocação #teste #trabalho #habilidades

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