Postagem Observatório

Por uma terceira via na questão dos gastos em educação

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Ainda sobre os bloqueios nos gastos em educação, tema de alguns comentários no Observatório e dos dois primeiros artigos neste portal - destaco o de estreia - um artigo de Lorenzo Caser Mill, graduando em Direito pela Ufes e pesquisador pelo CNPq,  publicado no jornal A Gazeta (ES), reforça a necessidade de uma maneira mais pragmática de se executar essa contenção de despesas.

Diz ele, em um trecho:

"A temerária [...] suspensão das novas bolsas de mestrado e doutorado previstas para 2019, mesmo que com verba já assegurada, mostra um descompromisso do atual governo com agendas consideradas vitais por, praticamente, todos os nossos correntes e futuros parceiros comerciais. [...]"

E acrescenta:

"Além de tudo, a suspensão consiste numa economia módica de recursos. Considerando os valores apresentados e que as pesquisas em curso sendo pagas, pode-se estimar que o contingenciamento dos mesmos R$ 2 bilhões levaria dois anos para se consumar [...]"

Como disse em meu artigo de estreia, não sou favorável aos bloqueios dos gastos da forma como foram feitos - generalizados e sem considerar a realidade de cada instituição e/ou área do conhecimento. Há formas impessoais, objetivas e que preservem o interesse nacional de escalonar tais contenções. O desbloqueio das bolsas Capes para cursos de notas 6 e 7 - as maiores - são uma evidência disso.

É preciso pensar em uma terceira via para a gestão financeira da educação.