Postagem Observatório

PISA 2018 e a Educação Brasileira

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Chegaram os resultados do PISA 2018. As provas foram efetuadas em maio de 2018, sete meses antes da posse do presidente Bolsonaro. A perspectiva era funesta por razões que vou enumerar. O resultado bateu com essas perspectivas.

No Brasil o sistema de ensino está dominado pela linha construtivista/cidadã/política/crítica. Os rótulos variam de acordo com a vontade do autor mas eu vou resumir o que significam, pois todos tem exatamente o mesmo resultado.

Trata-se tão somente da aplicação da luta de classes para a sala de aula. Coloque os alunos na posição de oprimidos pelo sistema, use essa barbaridade para evitar qualquer medida disciplinar ou mesmo a reprovação, sugira o absurdo de que o aluno tem capacidade de definir a sua linha de estudo ao mesmo tempo em que impõe um currículo absolutamente engessado e, em meio a incoerências e palavras vazias temos a educação moderna brasileira.

No Brasil o termo "pensamento crítico" significa a completa sujeição do aluno ao pensamento revolucionário, incluídas aí todas as pautas revolucionárias/progressistas/socialistas:

Feminismo, racialismo, ideologia de gênero, aborto, anti-cristianismo, anti-justiça/polícia, defesa de bandidos, etc.

No Brasil é necessária a definição de um projeto político-pedagógico na escola.

No Brasil a aprovação é automática em 95% dos casos no mínimo.

No Brasil o material didático é absolutamente enviesado chegando a extremos como chamar a ditadura cubana de exemplo de democracia e a insistência no uso de termos de novilíngua desprezíveis e destrutivos como "empoderamento", "estadunidense", "saberes", entre outros.

No Brasil, maior dos males, o professor não pode ser questionado, não importando o quanto incompetente ele seja, não importando o quanto desonesto ele seja em sala de aula.

No Brasil o MEC emprega tantos profissionais quanto as Forças Armadas, com uma das maiores taxas de professores/aluno do mundo. Mas estes ficam na média pouco tempo em sala de aula.

Tudo isso vem sendo concatenado de forma hegemônica em todos os setores incluindo em muitas escolas privadas. O resultado dessa linha destrutiva vem a seguir.

Em matemática, matéria absolutamente vital para o desenvolvimento de uma nação, campo da lógica, da análise e da dedução, o Brasil amarga a septuagésima posição (70) ficando à frente apenas de oito países dos 78 analisados.

O tamanho dessa tragédia pode ser medido na incapacidade de nossos jovens de compreender textos simples. Na incapacidade de planejar uma simples ida ao supermercado. Evidentemente semelhante catástrofe impacta diretamente nossas expectativas de crescimento. Com nossa economia se reestruturando isso vai ficar cada vez mais evidente. Temos duas gerações abaixo do medíocre e isso infelizmente inclui a maioria dos professores.

Em leitura na língua natal o Brasil se encontra na vergonhosa 57a posição de 77 países avaliados. Nosso resultado indica que 50% dos alunos estão abaixo do nível mínimo. Ou seja, incapazes de compreender um parágrafo com 3 linhas ou mais. Em sua maioria serão analfabetos funcionais condenados à estagnação social tão prezada pelos progressistas e socialistas.

O pior dessa história toda é que se você buscar na internet opiniões sobre essa tragédia mais que anunciada vai encontrar depoimentos como o dessa figura, a Adriana L. Albertal, diretora da Seven Educacional, que implanta programas bilíngues certificados pela Cambridge University em diversas escolas e universidades:

"A oferta de currículos e propostas mais inovadoras, que convidam os alunos a saírem das suas mesas e dos seus livros para se desenvolver em um ambiente em que ele é o protagonista da busca por soluções para questionamentos globais, é extremamente restrita." - pérola 1.

"O modelo que prioriza a memorização (seja de informações, de dados ou datas) literalmente faliu! Para saber a resposta de perguntas objetivas, o Google apenas resolveria. Mais do que ter informação, é preciso saber como interpretá-la, como conectá-las em função de um objetivo previamente estabelecido. Estabelecer quais os problemas e quais as soluções para os mesmos é uma maneira de ativar o pensamento criativo conectado com contextos reais. A discussão em sala de aula não pode ser mais em torno de apenas quando os portugueses colonizaram o Brasil, mas sim o quanto isso impactou o nosso desenvolvimento e ainda reflete, por exemplo, nos aspectos econômicos e sociais do país atualmente. E o que podemos planejar em conjunto para mudar essa realidade que herdamos?" - pérola 2.

*- Pérolas extraídas desse site que não recomendo: https://direcionalescolas.com.br/os-resultados-do-pisa-reflexoes-sobre-a-educacao-no-nosso-pais/

Ou seja, a criatura avalia o construtivismo, assim como o socialismo, ainda não foi adequadamente implantado e a solução é, evidentemente, dobrar a meta. A realidade não é capaz de penetrar na grossa casca de esterco solidificado no córtex alienado dessa gente.

E há quem reclame que o nosso ministro da Educação, Abrahão Weintraub, é muito combativo e não tem "experiência em educação". Qualquer gestor público de educação no Brasil nos últimos 20 anos tem que ser tratado com a máxima e mais implacável desconfiança.

O MEC está pela primeira vez desde que me entendo por gente sendo gerido por alguém que realmente entende o problema ideológico do nosso sistema de ensino e que pretende de fato melhorar a vida de nossos estudantes. Qualquer um que se erga contra essa agenda será por mim tratado como o mais vil INIMIGO.

Bandido tem que ser tratado de acordo. Por um Brasil onde os jovens tenham esperança de ascensão e melhores condições de vida.