Postagem Observatório

Palpitômetro da Economia - Rodada 18

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Nesta semana, a despeito da menor movimentação em relação a anterior, alguns fatos no cenário nacional e internacional merecem nota, sobretudo pelos possíveis desdobramentos nas próximas semanas ou meses.

No cenário internacional, dois fatos podem provocar ruídos nos mercados se destacam: a abertura do processo de impeachment de Donald Trump, presidente dos EUA, por Nancy Pelosi, presidente da Câmara. Por enquanto, a tendência é que o processo, ainda que avance na Câmara – de maioria do Partido Democrata, de oposição a Trump –, tende a ser chumbado no Senado, de maioria do Partido Republicano, governista.

Ainda assim, devido ao possível desgaste político que ambos os partidos tendem a ter no embate, espera-se ruídos nos mercados, o que, somado à guerra comercial ainda não terminada com a China, poderá trazer eventuais turbulências nas bolsas.

Já na Europa, outro fato, também com potencial de causar ruídos nos mercados, tem que ver com as cada vez maiores incertezas políticas e econômicas no Reino Unido devido ao processo de saída da União Europeia (UE), conhecido como Brexit. O primeiro-ministro, Boris Johnson, vem sofrendo sucessivas derrotas, tanto no Judiciário como no Parlamento, sendo que a última delas foi a rejeição da proposta do Partido Conservador – atualmente governo – de um recesso para a próxima semana, a fim de que seus membros possam participar do congresso anual da formação.

A propósito, o retorno do Parlamento britânico às atividades ocorreu após a Suprema Corte do país declarar ilegal a suspensão das atividades legislativas por cinco semanas. Diante dos possíveis desdobramentos, que vão desde um adiamento do Brexit – o que seria uma amarga derrota a Johnson – até a uma saída do país britânico da UE sem acordo, com consequências econômicas de curto prazo fortemente recessivas, os mercados, tanto lá como nos países europeus, estão em compasso de espera, com consequências que poderão, em grau ainda desconhecido, afetar a economia global.

Quanto ao cenário interno, o principal fato foi o adiamento da votação do primeiro turno da Reforma da Previdência no Senado, que ficará para a semana que vem. No entanto, os impactos desse adiamento aos mercados acabaram sendo limitados, visto que segundo Davi Alcolumbre (DEM-AP), presidente da Casa, a votação do segundo turno da Reforma ocorrerá dentro do prazo previsto, no dia 10 de outubro. Além disso, a praticamente certeza da aprovação da medida acaba contribuindo para o efeito de "favas contadas" nos mercados.

Tendo em vista este contexto, segue, abaixo, mais uma rodada de palpites para os principais indicadores econômicos do país neste ano. A evolução destes vocês podem conferir na tabela com os indicadores das quatro últimas rodadas de prognóstico.

Indicador

30/08/2019

06/09/2019

20/09/2019

27/09/2019

PIB (%)

0,6

0,6

0,7

0,8

Inflação (%)

3,7

3,7

3,7

3,5

Desemprego (%)

11,8

11,7

11,7

11,5

Selic (%)

5,00

5,00

4,75

4,75

Dólar (R$)

3,80

3,80

3,80

4,00

Previdenciômetro (R$ bi)

750

750

760

765

 

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