Postagem Observatório

Os EUA contra a China: entenda a guerra comercial entre as duas potências

Data da publicação:

O ano era 2016, o dia era 8 de novembro e o Estados Unidos da América elegia o seu 58ª Presidente de sua história. Um Republicano de 70 anos, que nunca representou o que os políticos tradicionais acreditavam. O Então pré-candidato Jeb Bush afirmou em 2016 que não votaria em Trump nas eleições: "Donald Trump não demonstrou temperamento e força de caráter, nem respeito pela Constituição. E não é um conservador coerente. Essas são as razões pelas quais não posso apoiar sua candidatura. Em novembro, não votarei nem nele, nem em Hillary Clinton". Feito a rememória agora pode-se adentrar a guerra em comercial em que a China e os Estados Unidos estão envolvidos. Já em janeiro de 2016, em um debate entre candidatos do Partido Republicano, Trump afirmou: "Eles estão desvalorizando sua moeda, e matando nossas empresas. Nós deixamos, e eles se safaram disso, e não podemos deixar isso acontecer".

Trump e especialistas sempre enxergaram a China como um mercado desleal que afetava de forma negativa o mercado americano. O especialista em política Alexandre Borges já comentava a respeito no Programa do Antagonista, no Youtube, que os Estados Unidos passavam por problemas na época da eleição do magnata, Donald Trump. Uma "desindustrialização muito séria afetava os Estados Unidos. Fábricas eram fechadas nos Estados Unidos e abertas em outro país. E o Trump prometeu que iria enfrentar isso". Para se entender a atual guerra cambial, é preciso ficar claro que isso era promessa de campanha de Trump, por julgar ser uma competição desleal do Mercado Chinês.

Trump realmente começou a questionar não só a China, mas todos os acordos que achava injusto para os americanos. Em abril Trump resolveu taxar a União Europeia em 11 bilhões de dólares e disse: "A União Europeia se aproveitou comercialmente dos Estados Unidos durante muitos anos. Isso vai acabar já". Vale salientar que tudo isso faz parte das estratégias que o bilionário impõe para conseguir condições melhores para o seu País.

A primeira sanção econômica foi aumentar, em janeiro de 2018, tarifárias sobre painéis solares e máquinas de lavar da China. Dois meses depois, providências são tomadas em relação a importação de aço (25%) e alumínio (10%). Em abril daquele ano, Xi Jinping faz sua primeira "vingança" e devolve o aumento de impostos em cerca de U$ 3 bilhões de produtos americanos, marcando o início da guerra comercial.

Em junho de 2018, Trump impôs uma taxa de 25% em mais de U$ 50 bilhões de produtos chineses, desde bolsas a material ferroviário e outros.

Para retaliar, Xi Jinping aplicou taxas que iriam de 5% a 25% sobre a importação de 128 produtos dos EUA, incluindo produtos químicos, carvão, frutas equipamento médico. A china ainda tarifou bens produzidos em regiões onde o Partido Republicano é dominante.

Toda essa guerra comercial segundo Trump é para aumentar a produção dos produtos nos Estados Unidos e consequentemente os empregos. Por hora está dando certo a estratégia do Republicano. A taxa atual de desemprego é de 3,8% apenas, a taxa mais baixa desde 1969.  A aprovação do Presidente Trump gira na casa dos 44%, um número significativo, maior do que Ronald Reagan por exemplo, que na mesma altura do mandato batia 37%.

Por equipe de redação do Diário do Observador

Redigido por Lucas Donato