Malandragem em Voga

Por Lucas Bassani

Caríssimo leitor, você consegue ir pra rua pular carnaval tranquilo? Eu não, fico alerta, vigilante e um clima tenso de preocupação. Sempre de olho para não ser pego no meio de uma briga de bêbados, ser vítima de assalto ou batedor de carteira.

Pra variar a malandragem é moda. Parece que é assim desde antes de eu ter nascido, em 92. De lá pra cá provavelmente piorou, não sei ao certo, mas atualmente está insuportável.

Segundo o jornal Agência Brasil, entre os dias 15 e 16, durante o pré-Carnaval de São Paulo, 413 pessoas foram detidas e 127 dos detidos eram procurados pela justiça.

Estamos andando entre criminosos. Os bárbaros habitam entre nós. Já não há muro que nos separe.

Segundo a polícia foram apreendidos 48 celulares roubados, 60 quilos de drogas e 24 armas de fogo. Não sei como tinha tanta arma, já que no Brasil vigora o desarmamento (sarcasmos).

Sou do Espírito Santo. Mesmo que a reportagem seja sobre a Terra da Garoa, posso dizer que por aqui a sensação de insegurança é a mesma ou pior.

A capital do Espírito Santo vem se "riodejaneirializando" rapidamente. Na última sexta-feira (14) traficantes que ocupam os morros da capital desceram até a Av. Leitão da Silva, uma avenida importante da cidade, e fizeram assaltos, depredações, ameaças aos comerciantes e tudo que os criminosos brasileiros tem direito. Tudo por causa de um garoto (pobre, santo e inocente que aparece na foto portando uma arma de guerra) que foi alvejado por um policial e morreu.



Sentimento de culpa?

Você se lembra de ter assistido nos programas policiais de TV, algum desses criminosos pedindo desculpas pelos seus crimes? Não? Nem eu.

Não só não sentem vergonha ou culpa, mas fazem piada, relativizam o seu ato ou se vangloriam dizendo que são matadores ou de alguma facção. Isso é a total inversão de valores. O policial é visto como um "mercenário do estado" enquanto o criminoso carrega a inspiração do guerreiro, herói e “protetor de sua comunidade”. Além de ser algo "bonito", é amplamente recompensado, com mulheres e dinheiro (o que mais um homem comum quer dessa vida?).

Para que se tenha algum arrependimento verdadeiro (algo muito difícil que se aconteça) por parte desses meliantes, talvez se forem tocados pelo transcendente e veja um propósito maior em suas vidas.

E o castigo?

Não creio, como dizem alguns, ser falta de indignação do povo, já reclamamos e nos chocamos que chega. Falta seriedade no cumprimento da lei. No Brasil não se leva nada a sério, nem as leis e nem a justiça.

Tanto é que o candidato do partido dos trabalhadores, que ficou em segundo nas eleições presidências, queria promover o desencarceramento de pessoas que cometerem pequenos delitos, como roubo de celular, por exemplo.

Um celular, em média, vale mais que um salário mínimo. É pequeno o delito de roubar um mês de serviço de um pobre cidadão brasileiro?

No Brasil, crime é crime, mas a coisa não é levada a sério. É só pra inglês ver.

Posso citar o caso da jornalista Patrícia Lélis, presa no EUA em dezembro do ano passado. A senhorita Lélis acusou falsamente o deputado Marcos Feliciano de estupro. Falsa acusação é crime? Sim. Mas, aa senhorita Patrícia Lélis seguiu livre, leve e solta. Já nos EUA, no quintal do Tio San, foi dar 1 (unzinho só) depoimento falso para um policial. Bastou. Ficou presa alguns dias e agora tem que ir se explicar na justiça americana. Essa é a prova do que é levar o crime a sério e promover a justiça.

Com Bolsonaro ou sem Bolsonaro a coisa não vai melhorar por aqui. A criminalidade está em queda, mas pra piorar de novo pouco custa. É preciso que juízes, promotores, advogados, políticos do legislativo em geral, governadores e prefeitos atuem juntos. Enquanto não se criar seriedade, não vai mudar.

Carnaval vem aí. Protejam suas carteiras e celulares. Aliás, fiquem em casa. De portas e janelas trancadas, claro.

E outra, pra quem não ficou sabendo, uma estátua de QUATROCENTOS QUILOS (400 Kg) foi roubada no Rio de Janeiro. É só uma estátua, a pena vai ser serviço social, certeza.


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