Postagem Observatório
André Assi Barreto
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Lula é uma aberração

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O mundo não é um lugar normal. Como bem diz meu amigo Alexandre Costa, em expressão que intitula um dos seus livros, "bem-vindo ao hospício". De um hospício, evidentemente, não podemos esperar sanidade e podemos imaginar exatamente que uma aberração ética, política, estética e megalomaníaca como Lula tenha saído da prisão e se tornado, automaticamente, para os enfermeiros do hospício – a imprensa – uma liderança e um analista político. Em vez de uma camisa de força e uma maca, ofereceram um picadeiro e um microfone para o criminoso de São Bernardo do Campo. Como todo psicopata, saberá extrair cada gota de uso benéfico dessas plataformas.

Marilena Chaui, uspiana e intelectual orgânica do PT, diante do próprio Lula – que ria – disse que a classe média (a qual, é claro, ela pertence) é uma "aberração ética, política e estética". Na verdade, essas são categorias que enquadram seu líder. Dos anos 80 em diante, até os primórdios de seu primeiro governo, muita gente se deixou levar pela aura de Lula, tido como "líder carismático", "encantador das massas", alguém que atende aos "anseios populares". Uma vez no poder, Lula se converteu, em palavras próprias, "na alma mais honesta desse país", "equivalente a Jesus Cristo", "numa ideia", alguém que "irá para os céus encontrar seu neto e ganhar diploma de inocente" e, após a sua própria prisão, uma de suas primeiras declarações é que seu partido não precisa e não vai fazer nenhum tipo de autocrítica.

Removida a figura histórica que é, caso essas falas fossem proferidas por qualquer outro ser humano, seriam diagnosticadas como psicopatia e megalomania pura e simples. O fato disso não ocorrer torna Lula uma aberração ética, pois se trata do homem mais rasteiro que existe concedendo a si mesmo poderes salvíficos e de endeusamento auto-imputado – não, caro leitor, um possível paralelo com Adolf Hitler, outro homem medíocre que parte da história sagrou como carismático, bom orador e encantador das massas, não é por acaso –, uma aberração política pois se trata de um criminoso condenado e culpado em condição de soltura por malabarismo jurídico produzido exatamente para salvá-lo, malabarismo este que só poderíamos esperar de um... hospício. Aberração estética porque Lula carrega em si, na sua persona pública, a imagem do alcóolatra, do devasso zoófilo, do sujeito que deixou a cadeia e foi assumir o primeiro palanque que viu pela frente sem cogitar falar da morte da esposa ou do neto, visitar a família ou os túmulos dos que se foram, Lula encarna com perfeição o tipo de homem medíocre elevado a posições de poder na era do homem-massa.

E o fato de estarmos todos nós aqui, tratando de Lula e não de Dante ou de Flaubert, ilustra com perfeição como a política nos arrasta para esse hospício de aberrações onde Lula pode ser o centro das atenções.