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Feijão mais caro na mesa dos brasileiros

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Má notícia para o consumidor brasileiro: em 15 dias, no máximo, o feijão carioca começará a chegar mais caro às gôndolas dos supermercados. E o aumento poderá ser o bastante para tornar a leguminosa uma das vilãs da inflação no final deste ano, junto com as carnes, segundo informações do Valor Econômico.

O motivo para isso, segundo dados do Instituto Brasileiro de Feijão e Pulses (Ibrafe) citados pelo jornal, os preços ao produtor subiram para R$ 245 a saca: alta de quase 50% em um mês e 150% em relação ao mesmo período de 2018.

Para quem gosta de um bom feijão com arroz nas refeições, a esperança é que as indústrias não consigam repassar totalmente esse crescimento nos custos, como vem ocorrendo desde o ano passado devido à queda do poder aquisitivo – que, no entanto, já dá sinais de reação. O grão tem peso 0,179% no IPCA, mas é componente essencial do grupo de alimentos, que tem participação de 24,528% no índice geral, e de alimentação fora de casa, onde tem fatia de 8,8217%.

A alta no campo é fruto de uma oferta abaixo da esperada - embora maior - na última das três safras da atual temporada, devido problemas climáticos no interior de São Paulo e, principalmente, no Paraná. A situação se somou a estoques particularmente baixos devido a estiagens que atingiram também as duas primeiras safras.

Redigido por Marcos Jr.

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