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Em visita à Tailândia, papa critica exploração sexual de mulheres e crianças

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A Tailândia, conhecida pela exploração sexual de mulheres e crianças, principalmente o turismo sexual, sofreu críticas do papa Francisco, ao afirmar que o abuso e a escravidão que sofrem são males que precisam ser extirpados.

O papa rezou uma missa para milhares de católicos no Estádio Nacional da Tailândia, país onde os católicos são menos de 1% da população. Dezenas de milhares de pessoas assistiram a cerimônia em telões em um estádio adjacente.

Francisco falou, em sua homilia, sobre a exploração de mulheres e crianças e o sofrimento de refugiados e imigrantes pela segunda vez em um dia.

"Aqui eu penso nas crianças e mulheres que são vítimas da prostituição e do tráfico humano, humilhadas em sua dignidade humana essencial", disse o papa.

O país atrai cerca de 35 milhões de turistas por ano, e vem tentando se desvencilhar da reputação de destino do turismo sexual, mas operações repressivas recorrentes não livraram Bangcoc e outros polos turísticos de bares de dançarinas e casas de massagem que muitas vezes oferecem sexo.

De acordo com um relatório de 2014 do Programa das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (Unaids), existem cerca de 123.530 profissionais do sexo na Tailândia.

Mais cedo no mesmo dia, Francisco mencionou os esforços do governo tailandês "para extirpar esse flagelo, e a todos os indivíduos e organizações particulares que trabalham para erradicar este mal e oferecer maneiras de restaurar a dignidade (das vítimas)".

Além da fala contra a exploração sexual de mulheres e crianças, também defendeu refugiados e imigrantes e repudiou o tráfico humano. A Tailândia deve atingir recorde neste ano em número de pessoas resgatadas do tráfico humano. A vizinha Malásia, por demandar de mão de obra barata fez o comércio ilegal disparar, de acordo com dados do governo tailandês.

As informações são da Terra.

Redigido por Paulo Camilo

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