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Desigualdade de renda do trabalho para de piorar após quatro anos

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A desigualdade de renda dos trabalhadores parou de piorar no terceiro trimestre deste ano, após um ciclo de crescimento das disparidades salariais entre ricos e pobres que durou cerca de quatro anos. Os dados são do levantamento feito pela Escola Brasileira de Economia e Finanças (EPGE) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), obtido pelo Valor Econômico.

O índice de Gini do rendimento domiciliar per capita do trabalho no terceiro trimestre deste ano foi de 0,628. O valor é o mesmo registrado no mesmo período do ano passado – em uma escala que varia de zero a um. Quando mais próximo de um, maior a disparidade de renda.

Para o pesquisador Daniel Duque, autor dos cálculos, o indicador apresentava tendência de piora em relação ao mesmo período do ano anterior desde 2015, quando ficou em 0,609. Naquele ano, houve piora nos salários de ricos e pobres, mas os efeitos da recessão foram mais sentidos pela base da pirâmide.

Duque disse que a interrupção da sequência de piora da desigualdade era aguardada, uma vez que o índice mostrava movimentos cada vez menos desfavoráveis. No entanto, segundo ele, é cedo dizer que o ciclo de aumento na disparidade de renda chegou ao fim. "O que parece claro é que o atual ritmo de melhora do mercado de trabalho está se mostrando finalmente capaz de absorver a parcela mais pobre da população, o que tende a puxar a desigualdade para baixo. Portanto, se melhorarmos só um pouco o ritmo, vamos começar a ver redução na desigualdade", afirmou.

Redigido por Marcos Jr.

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