Postagem Observatório

A Lanterna do Passado!

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Por Luis Vilar

Quando você conhece o que há de belo no passado, bem como o que há de erros, é para aprender a essência do que deve ser conservado e para buscar não repetir tragédias nem ser escravo de mentiras. É saber que a história se constrói e devemos muito as gerações e homens que se sacrificaram. Muitos desses servem de norte, inspiração etc. Outros são símbolos do que mais nefasto há.

O mundo não volta atrás, mas é possível resgatar heranças para semear no presente pessoas verdadeiramente educadas e que não vejam a aquisição de conhecimento como um mero adoro para jantarezinhos inteligentes com vozes e falas afetadas que se julgam superiores em suas bolhinhas. Esse tipo de aquisição cultural não pode ser um verniz pequeno-burguês para formatar aparências. Ela pode ser vivida, pois gerações inteiras podem viver em nós e nos ajudar a despertar o que temos de melhor.

Hoje, vivemos tempos onde se nivela tudo por baixo numa overdose de informações. Opiniões trucidam fatos. O homem-massa se acredita civilizado pelo linguajar polido e é capaz de dizer aberrações de forma aveludada. Espanta-se com o vazio de sentido e acumula frustrações dentro de um mito de Sísifo. Quando não, sente-se gigante pelas posições sociais e sobe no ego como se fosse um Everest. A herança da qual ele dispõe para ampliar seus horizontes virou mero adorno como livros que só enfeitam as estantes.

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Luis Vilar é filósofo, professor, jornalista e pesquisador da história, notadamente profundo conhecedor do trabalho do político, escritor e jornalista alagoano, Aureliano Cândido Tavares Bastos, de inteligência inigualável e grande federalista do século XIX.

Dos trabalhos mais notáveis de Tavares Bastos, está o livro "A Província" propondo a federalização do Brasil, dando certa autonomia às províncias e acabando com o centralismo unitarista que o sufocava. E dentre seus herdeiros mais notáveis, o próprio Luis Vilar.