Postagem Observatório

A inutilidade das medidas protetivas

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Hoje, uma matéria no portal G1 sobre um caso de violência contra mulheres - situação cada vez mais evidente - me chamou a atenção. Não só pela brutalidade do crime, mas pelas circunstâncias que o antecederam.

Na noite de ontem, na região nordeste de Belo Horizonte (MG), uma mulher e seu filho foram mortos quando voltavam juntos de uma academia. Teresa Cristina Peres, de 44, foi assassinada com quatro tiros a queima-roupa, e Gabriel Peres, de 22 anos, foi morto com um tiro no ouvido. O suspeito de ter matado os dois é Paulo Henrique da Rocha, de 33 anos, ex-companheiro da vítima.

O detalhe é que a mulher, vítima do crime, tinha sete medidas protetivas contra o ex-companheiro. Repito: não era uma, não duas, nem três. Eram sete medidas.

Medidas essas que, evidentemente, não funcionaram. Tanto que ela acabou sendo assassinada.

Pior: não é a primeira vez que medidas protetivas para mulheres vítimas de violência não funcionam. Casos como o de Teresa acontecem aos montes, bastando pesquisar em qualquer portal de notícias. E, infelizmente, não será a última, pelo menos enquanto as coisas permanecerem como estão.

O que falta para se entender que as medidas protetivas são um fracasso e que a melhor forma de lidar com isso é colocar o agressor em cana?