O futuro do pretérito

Atualizado: Fev 13

Por Fábio Costa Pereira, presidente da Associação Brasileira de Inteligência e Contrainteligência.

Todo final de ano, querendo ou não, reflexões e reminiscências tomam conta de mim. As saudades de quem partiu se tornam mais agudas, o balanço do que consegui concretizar  e, principalmente, o rescaldo das metas não cumpridas entram no sopesamento das perdas e ganhos do ano que se encerra.

A cada ano que se inicia,  renovam-se proposições de mudanças e objetivos a alcançar, desde se começar uma atividade física regular até se concluir algo importante há muito pendente de solução.

Tal como no campo individual, no universo macro é assim. Desde que me conheço por gente, e lá se vão algumas dezenas de Natais e Anos Novos, nesta época, entra ano e sai ano, promessas de um futuro venturoso, melhoras na economia e mudanças na qualidade de vida de todos nós brasileiros são alardeadas. O difícil passado e o presente de amargos ajustes são apresentados como necessários a se alcançar as venturas do que está por vir.

No entanto, desde sempre, o Brasil é festejado como o país do futuro, a nação que tudo agrega para ser líder mundial, tanto em riquezas quanto em qualidade de vida.

O futuro, neste país que é um continente, nunca chega. O presente é a repetição tautológica de um passado monótono das mesmas coisas e lugares comuns. 

A única coisa que nós brasileiros queremos em 2020, cansados que estamos de tantos sacrifícios e de apertar os cintos, é que as promessas em fim se cumpram, que o futuro se torne presente, deixando de ser um eterno pretérito, é que todos nós tenhamos prosperidade econômica , liberdade para empreender, liberdade de se expressar e liberdade para viver. 

Que este Natal seja abençoado para todos e que em 2020 o futuro vire uma doce realidade.

E que Deus tenha piedade de nós!


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